DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS NOTIFICAÇÕES DE AIDS EM MULHERES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO NOS PERÍODOS DE 1999-2001 E 2009-2011: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA DESIGUALDADE SOCIOESPACIAL

Alessandra Cristina Guedes Pellini, Juliana Higa Bellini, Roberta Figueiredo Cavalin, Francisco Chiaravalloti Neto, Dirce Maria Trevisan Zanetta

Resumo


No Brasil, desde 1980 até o ano de 2014, a Aids atingiu 757.042 indivíduos, com concentração nas regiões Sudeste e Sul, que somaram 75% dos casos do país. Desde 1989, a epidemia tem exibido características de feminização e pauperização, indicando a sobreposição de vulnerabilidades em mulheres, relativas à renda, escolaridade, violência e iniquidade de gênero. O objetivo do presente trabalho foi descrever e avaliar a distribuição espacial da Aids em mulheres com 13 anos ou mais de idade no município de São Paulo, segundo distritos administrativos de residência. As incidências da doença foram analisadas sob a ótica da exclusão/inclusão social e do analfabetismo em chefes de família mulher em dois períodos: 1999-2001 e 2009-2011. Os resultados obtidos denotaram a existência de uma correlação entre a incidência de Aids em mulheres e os dois indicadores analisados - a exclusão social (IEX-Composto) e o analfabetismo em mulheres chefes de família (IEX-Chefe de família mulher sem alfabetização) no segundo triênio (2009-2011). Esses achados indicam a necessidade de implementação de políticas públicas específicas para a prevenção e o tratamento do HIV/Aids em mulheres, com priorização daquelas que vivem em áreas geográficas com elevada iniquidade e exclusão social.





Palavras-chave


Aids em Mulheres, Análise Espacial, Exclusão/Inclusão Social

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