AVALIAÇÃO DA PRECISÃO VERTICAL DE MODELOS DIGITAIS DE ELEVAÇÃO E ANÁLISE DE TENDÊNCIA EM DIFERENTES DOMÍNIOS GEOMORFOLÓGICOS / Vertical Precision Evaluation of Digital Elevation Models and Tendency Analysis on Different Geomorphological Domain

Gabriel Lousada, Manoel do Couto Fernandes

Resumo


O advento das geotecnologias aliado à disponibilização gratuita de Modelos Digitais de Elevação (MDE) tem sido largamente utilizado para aplicações geomorfológicas, permitindo uma série de avanços no estudo das formas do relevo. Entretanto, é necessário saber até que ponto estes MDE são precisos para serem utilizados nestas análises. Um parâmetro de suma importância para verificar esta precisão é a avaliação vertical destes produtos, pois esta análise é um dos indicadores que fornecem a confiabilidade dos produtos extraídos destes modelos. Neste sentido, o presente trabalho buscou realizar uma análise da precisão vertical de alguns dos Modelos Digitais de Elevação disponibilizados gratuitamente mais utilizados atualmente. Os modelos testados foram cinco diferentes produtos da missão SRTM, o modelo ASTER GDEM 2, ALOS World 3D e TOPODATA. Estes modelos foram avaliados de acordo com o Padrão de Exatidão Cartográfica, e posteriormente, foram submetidos a uma análise de tendência que buscou investigar a presença de erros sistemáticos. Foi realizada também uma avaliação individualizada a partir dos domínios geomorfológicos da área de estudo buscando investigar a influência do relevo na qualidade dos produtos testados. Os resultados demonstraram uma grande acurácia vertical do modelo SRTM Plus, podendo ser utilizado até mesmo em uma escala 1:50.000 de acordo com a área de estudo. Em relação aos domínios geomorfológicos, os melhores resultados foram encontrados em regiões de relevo pouco ondulado, como por exemplo, nos Domínios de planícies costeiras fluvio-marinhas, onde todos os modelos conseguiram se enquadrar na escala 1:50.000. Por outro lado, todos os MDE apresentaram os piores resultados nas regiões de afloramento rochoso e domínio montanhoso, não sendo enquadrados nem mesmo na escala 1:100.000 e indicando que estas áreas merecem especial atenção durante a elaboração de estudos que envolvam feições semelhantes.

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