Reabilitação funcional de clareira de deslizamento em encosta íngreme no domínio da floresta atlântica, Rio de Janeiro (RJ)

André Batista de Negreiros, Ana Luiza Coelho Netto

Resumo


Este estudo focaliza a reabilitação funcional de uma clareira de deslizamentos em encostas íngremes florestadas. Um estudo de caso foi desenvolvido numa clareira de deslizamento (17.888m2) gerada em 1988, para entendimento das respostas hidrológicas e erosivas frente às mudanças na interface biota-solo-água em seu interior e entorno. Os dados são comparados com estudos anteriores de Rocha Leão (1997) quando a presença de um dreno da estrada injetava fluxos d‘água de chuvas no interior da clareira limitando a revegetação até 2002. A estrutura da vegetação foi levantada em seções transversais na porção superior da clareira e encosta florestal adjacente, incluindo quatro sítios amostrais: floresta secundária tardia (FST); na borda direita (BD); borda esquerda (BE) e local de revegetação inicial (RI). Os valores de área basal (FST=30,32m2/ha; BE=21,14 m2/ha; BD=14,85m2/ha e RI=8,8 m2/ha) indicam um atraso na reabilitação da área submetida ao escoamento superficial concentrado proveniente do dreno da estrada. O topo do solo em FST é arenoso com 68% de agregados >2 mm; nos demais domínios, ocorre um solo franco arenoso e de baixa agregação (BE=41%, BD=46% e RI=25%). Os valores (%) médios da razão entre vazão (Q) e precipitação (P) foram de FST=1,67%; BE=3,33%; BD=7,08% e RI=3,46% aumento na BD deve-se a proximidade de um afloramento rochoso que favorece a produção de escoamento superficial. No domínio erosivo da clareira estima-se uma taxa de sedimentos da ordem de 98g/m2/L. Que gera uma produção de sedimentos total de 1,05 ton. convergindo para o canal durante períodos chuvosos. As funções hidrológicas do topo do solo não retornaram totalmente e uma degradação florestal atrasada prevalece no entorno.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20502/rbg.v10i1.120

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