GEOCRONOLOGIA DE EVENTOS DEPOSICIONAIS ASSOCIADOS ÀS COBERTURAS SUPERFICIAIS QUE SUSTENTAM E RECOBREM NÍVEIS DE TERRAÇOS MARINHOS PLEISTOCÊNICOS E HOLOCÊNICOS NO LITORAL SUL DE SANTA CATARINA (SC) / Geochronology of depositional events associated with surface coverings that support and cover of Pleistocene and Holocene marine terraces levels in the South Coast of Santa Catarina (SC)

Felipe Gomes Rubira, Archimedes Perez Filho

Resumo


Esta pesquisa objetiva identificar, espacializar e caracterizar morfologicamente níveis de terraços marinhos holocênicos e pleistocênicos dissecados pela dinâmica fluvial do baixo curso do rio Araranguá (SC), localizado no litoral sul do Estado de Santa Catarina. Simultaneamente objetiva correlacioná-los, mediante geocronologia das coberturas superficiais que os sustentam/recobrem, a episódios marinhos transgressivos e regressivos identificados pela literatura paleoclimática nacional e internacional. A metodologia baseou-se na elaboração de modelos digitais de elevação e perfis topográficos a partir de imagens de radar com resolução espacial de 30 metros; realização de trabalhos de campo, testes granulométricos e datações absolutas por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) em grãos de quartzo das coberturas superficiais, utilizando procedimentos indicados pelo protocolo SAR (Single Aliquot Regenerative-dose) em 15 alíquotas. Os resultados evidenciaram 4 níveis de terraços marinhos no litoral sul do Estado de Santa Catarina. Os terraços marinhos de nível I e II foram elaborados por episódios eustáticos pleistocênicos regressivos (MIS5d → NI e NII → >75.000 anos A.P.) que sucederam o máximo da Transgressão Cananeiense há 123.000 anos A.P. (MIS5e). Apresentam superfícies irregulares, bem dissecadas por processos erosivos, havendo afluentes do rio Araranguá, sistemas lagunares e atividades antrópicas. Os terraços marinhos de nível III (NIII  →  6.000 ± 820 / 5.000 ± 620 anos A.P.) e IV (NIV → 420 ± 65 / 165 ± 35 anos A.P) foram elaborados por episódios eustáticos holocênicos regressivos que sucederam o máximo da Transgressão Santista há 5.500 anos A.P. (MIS1), os quais apresentam-se mais conservados e menos alterados pelos processos morfoesculturais atuais.


Palavras-chave


Movimentos Eustáticos; Terraços Marinhos; Pulsações Climáticas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.20502/rbg.v20i3.1339

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