Índice de Vulnerabilidade à Erosão para Uma Bacia na Mesorregião do São Francisco Pernambucano, d Partir das Relações entre Morfogênese e Pedogênese.

Jéssica Bezerra de Menezes, Maria do Socorro Bezerra de Araújo, Josiclêda Domiciano Galvíncio, Everardo Valadares de Sá Barretto Sampaio, Antonio Carlos de Barros Corrêa

Resumo


No contexto semi-árido do Nordeste do Brasil os processos superficiais são comandados pela magnitude dos inputs pluviais, sua recorrência espaço-temporal e interação direta com as formações superficiais peculiares a este domínio e as práticas de uso da terra. De fato, na escala das micro-bacias a erosão hídrica representa a forma mais importante de ocorrência e constitui um problema ambiental nos espaços agrários tradicionais do semi-árido nordestino. Na bacia do riacho Mulungu, o panorama social da comunidade denota o baixo nível de desenvolvimento humano, enquanto o panorama ambiental reflete a pressão que esta exerce sobre o seu suporte natural, sendo observada erosão linear em sulcos e ravinas, formação de leques de dejeção assoreando o leito do rio, crostas salinas na superfície do solo e baixa densidade da cobertura vegetal nativa. O objetivo deste trabalho foi determinar um índice de vulnerabilidade à erosão para a bacia do riacho Mulungu, utilizando os princípios da Ecodinâmica de Tricart e técnicas de sistema de informção geográfica e sensoriamento remoto. A fim de se obter uma imagem sucinta da estruturação superficial da paisagem e sua dinâmica, foram superpostos em ambiente digital os mapas pedológico, geomorfológico, geológico, de vegetação, do modelo digital de elevação e de declividade da área. Em seguida, foram estimados índices de vulnerabilidade considerando a interação entre a geologia, a geomorfologia, os tipos de solo, a vegetação, a distribuição da precipitação e o uso do solo. A partir da análise desses parâmetros, foi estimado um índice geral de vulnerabilidade morfodinâmica para a bacia que correspondeu a 2,0, indicando que a área da bacia possui um grau de susceptibilidade intermediário.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20502/rbg.v8i2.93

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